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“Guardiões da Galáxia Vol. 2 (Guardians of the Galaxy Vol. 2)” de James Gunn

Depois do filme de super-heróis mais divertido e politicamente (in)correto da história da Marvel – apenas superado por Deadpool, quase 2 anos depois -, James Gunn regista, agora, o mais lamechas, sentimentalista e meloso filme de super-heróis da história do cinema. E consegue continuar a ser o mais cool possível!

Ele é pai e filho, irmãs desavindas, amigos improváveis, família desfeita, um bebé (em forma de árvore andante), um pai adotivo, um romance platónico. E, sim, lá pelo meio há espaço para aventuras inter-galáticas, humor sarcástico e muito, muito divertimento.

Ninguém estaria à espera que depois do surpreendente e estrondoso sucesso do capítulo inicial, James Gunn se limitasse a fazer mais do mesmo (por muito bom que tenha sido!). As personagens, as suas relações e preocupações evoluíram, desdobraram-se em situações mais complexas e pessoais e obrigaram a uma abordagem bem mais íntima e introspetiva.

Star-Lord, Gamora, Drax, Rocket e (Baby) Groot são agora os mais requisitados Guardiões da Galáxia, cobrando pequenas fortunas pelos seus serviços. Porém, a sua natureza continua intacta e se, por exemplo, Rocket não consegue resistir a uma boa trapaça, Peter continua obcecado em tentar encontrar o seu pai. Tudo acabará por se conjugar da forma mais imprevisível possível… e com consequências para além do nosso imaginário.

É fácil de perceber que se Guardiões of the Galaxy contava a inusitada forma como os 5 super-heróis (ou algo do género) se juntaram, este Vol. 2 é bem mais sobre as suas semelhanças, preocupações e maluqueiras. Mas, ao contrário do que sucede nos mais diversos filmes de super-heróis, a história evolui. Questões são respondidas, destinos são traçados, a vida prossegue.

Chris Pratt, Zoe Saldana, Dave Bautista (e as vozes de Bradley Cooper e Vin Diesel) estão para durar. A química entre todos está num evidente crescendo, ao ponto de ser perfeitamente natural o surgimento de novas e importantes personagens como Ego (Kurt Russell) e Mantis (Pom Klementieff) a cada vez maior importância de Yondu (Michael Rooker) ou Nebula (Karen Gillan) no enredo… e no MCU.

Novas e estratosféricas aventuras estão prometidas, assim como o inevitável cruzamento com The Avengers… naquele que promete ser o mais fantástico e intergalático filme de super-heróis de todos os tempos. Mas, parece inevitável que os Guardiões, per si, estão para durar. A química, a frescura e a vastidão da Galáxia promete muitas e muitas aventuras, numa dimensão semelhante a Universo Star Trek, por exemplo. Haja vontade e… dinheiro para convencer os seus protagonistas.

Como qualquer irmão mais novo sabe, não é fácil ser segundo (ou terceiro). E seguir as pisadas do(s) mais velho(s), por muito tentador que possa parecer, será sempre algo aborrecido e desinteressante.

James Gunn deu a volta, manteve o espírito intacto e criou algo diferente dentro do universo Guardians of the Galaxy.
Mas sejamos honestos, por muito bom que tenha sido, não chegou a ser suficiente para superar o primeiro capítulo.

Queremos mais!!!
E rápido, por favor!!

  

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